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ELIANA MORETTI MARTINELLI

EDUCAÇÃO

REDES SOCIAIS

Localização

LONDRINA PR

“Mulher, Mãe, Educadora.”

Eliana Moretti Martinelli é graduada em Pedagogia - 2014 / Centro Universitário de Maringá, nasceu em São Paulo, capital, casada há 21 anos com Cezar Giovanini Martinelli, mãe de Noemi Moretti Martinelli, 17 anos, e de João Pedro Moretti Martinelli, 13 anos. Está em Londrina desde os 7 anos de idade. “Casei-me muito nova e fui mãe nova também. Sentia-me incomodada com a forma em que a sociedade dizia que eu deveria educar meus filhos, principalmente com os conselhos sobre bater para educar. Fui buscar conhecimentos com bases científicas sobre o desenvolvimento humano para ter uma melhor compreensão de como seria a melhor maneira de educar meus filhos. Escolhi a pedagogia, pois conciliava esse meu desejo ao desejo de honrar minha mãe, que também é pedagoga por formação e muito me ensinou. Atuo em sala de aula há mais de 13 anos”, relata.

 

Sobre as experiências profissionais, conta que foram muitas e que a cada evolução de alunos com dificuldade de aprendizagem, diferentes transtornos e síndromes, tornam-se conquistas pessoais. “Elas me trazem uma satisfação impossível de descrever com palavras. Assim como na aprendizagem regular, na qual cada conquista dos alunos me incentiva. O maior desafio foi ir de encontro com uma sociedade que pregava uma educação rígida, castigos físicos para os filhos, enquanto eu baseava toda a minha prática no respeito à criança, no afeto e na educação positiva. Quando passei em concurso para atuar na rede pública de ensino, deparei-me com uma realidade diferente da que eu estava habituada, com famílias que vivem em condições precárias e não têm informações ou instruções para lidar com a educação dos filhos. Isso foi um desafio a fim de mudar aquela realidade”, completa.

 

Seu desejo é orientar com bases teóricas e científicas, pais e professores no lidar com a criança, na prática em casa e em sala de aula, independente da condição em que a criança esteja (social, comportamental, emocional). “Respeitando e compreendendo o estágio de evolução de cada indivíduo, visando oferecer informações que possam resultar em um convívio harmônico e em crianças que possam se desenvolver de forma saudável com o objetivo de se tornarem cidadãos aptos para viver em sociedade, sendo felizes e saudáveis em todos os sentidos.  Tenho me especializado ainda mais em TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) para atuar com maior amplitude nesta área. Oferecer um centro de apoio às famílias necessitadas, com atendimento profissional de qualidade e orientação.  Promover o respeito aos direitos da criança e facilitar o convívio familiar. Desejo incentivar mães a cuidarem de sua saúde física e emocional”, diz ela que tem pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional e em Neuropedagogia.

 

Rende homenagem para a família. “Para a minha mãe, Helena de Moraes Tescari Moretti, que me educou com amor e afeto, inspirou-me profissionalmente, meu exemplo de pessoa. Para o meu marido, Cezar Giovanini Martinelli, deu-me apoio incondicional e não duvidou da minha capacidade. E para os meus filhos. Eles são os meus maiores professores na vida”, conclui.

 

Seu lazer é praticar atividades físicas, principalmente a dança. Gosta de usar as redes sociais para compartilhar seus conhecimentos sobre educação. “Um pouco da minha vida pessoal como hábitos alimentares, atividades físicas, incentivar mães e mulheres a se cuidarem, uma vez que, estando bem consigo mesmas, as mulheres têm muito mais ânimo para os desafios.  Gosto de estar com os amigos, viajar e conhecer novos lugares, amo o ecoturismo. Leitura, músicas e séries da Netflix estão presentes no meu dia a dia”, comenta a professora que afirma ser uma “loucura” conciliar trabalho, casa e família, porque além de trabalhar e estudar, reserva tempo para cuidar da saúde física e mental. Os trabalhos domésticos são divididos, dialoga com os filhos, destaca que o tempo com os filhos é precioso.  

 

Deseja para o futuro uma educação de qualidade igual para todos. “Que possa ser oferecida em nosso país, incluindo a educação especial, com profissionais especializados nessas áreas e estruturas capazes de acolher todas as crianças e adolescentes da educação especial. Que o respeito às crianças e adolescentes sejam vivenciados e não apenas divulgados. Motiva-me sempre aprender com meus colegas de profissão, saber que existem tantas pessoas comprometidas e apaixonadas pela educação. Inspiro-me em pessoas assim.”

 

E finaliza com a boa lembrança: “Lembro-me de um aluno com dificuldade de leitura e escrita. Todos os colegas já haviam aprendido a ler e escrever, e ele ainda não. Sugerimos aulas de contraturno para que a criança pudesse ter um atendimento exclusivo. Consegui identificar e diagnosticar um transtorno de leitura e começamos a direcionar as experiências baseadas nos conhecimentos psicopedagógicos. Em pouco tempo a criança estava lendo. Não contive as lágrimas quando, após terminar a leitura de uma frase pela primeira vez, a criança me disse:” olha professora, eu estou lendo! Eu consegui! Obrigado!”.